1. Desenvolvimento de Fármacos
Recentemente, foi avaliada a atividade dos compostos IQG-607 e IQG-639 utilizando-se o modelo murino de infecção com o bacilo da tuberculose. Ratos Suíços foram infectados com M. tuberculosis H37Rv, e tratados com os compostos. Dose de 250 mg/kg, foi administrada durante 28 ou 56 dias. Estudos de dose/resposta foram conduzidos com IQG-607 em concentrações de 5, 10, 25, 50, 100, 200 e 250 mg/kg). A atividade dos compostos em teste foi comparada com a isoniazida em uma concentração de 25mg/kg/dia. Após 28 ou 56 dias de tratamento, IQG-607 e a isoniazida reduziram significativamente a esplenomegalia e as lesões granulomatosas induzidas pelo bacilo da TB assim como diminuiu também significativamente as unidades formadoras de colônias (CFUs) nos pulmões e baços dos animais infectados e tratados. Observou-se também que IQG-607 e/ou isoniazida melhoraram o aspecto macroscópico dos pulmões com a redução das lesões. No entanto, o IQG-639 não modificou sobremaneira os parâmetros avaliados.



Imagens representativas dos pulmões de (A) camundongos Suíços não infectados, (B e C) camundongo infectado com Mycobacterium tuberculosis H37Rv e não tratado, (D) camundongo infectado e tratado com isoniazida (INH) 25 mg/kg e (E e F) camundongo infectado e tratado com IQG-607 250 mg/kg após 28 dias de tratamento. (Material suplementar de: Rodrigues-Junior et al., Int J Antimicrob Agents. 2012; 40(2):182-5).


Experimentos usando controles da infecção do tipo precoce e tardio revelaram uma atividade bactericida para o composto IQG-607. Assim, o composto IQG-607 poderá vir a ser um bom candidato para o desenvolvimento de um agente antimicobacteriano. Com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o composto entrará em ensaio clínico Fase I em Setembro de 2013.

2. Desenvolvimento de Vacinas
Nossos estudos imunológicos suportam a hipótese da vacinação BCG induzir padrões de morte celular distintas durante a maturação do sistema imunológico. Os resultados da análise da vacinação oral em camundongos reinfectados revelam a possibilidade da utilização do BCG Moreau na redução do processo hemorrágico na TB. Estudo colaborativo internacional da OMS estabeleceu o BCG Moreau RJ como Reagente Referência (RR) de vacinas contra a tuberculose (código NIBSC 10/272). Única vacina brasileira RR da OMS. (http://who.int/biologicals/expert_committee/BS_2200_WHO_RR_BCG_Moreau_BS_report.pdf).



3. Novos Métodos Diagnóstico
Os melhores resultados foram relacionados ao desenvolvimento de teste molecular para tuberculose (TB), seguido da produção do kit diagnóstico (Detect TB) pela indústria brasileira Labtest, registrado na ANVISA em novembro 2012. Por meio de ensaio clínico pragmático, está sendo avaliado o impacto clínico e econômico no sistema de saúde em cinco estados da Federação, com apoio do Decit-SCTIE-MS. Caso confirme-se o impacto, há previsão de incorporação no SAI-SUS. Em paralelo esta em fase de desenvolvimento um teste molecular para diagnóstico de TB resistente (a rifampicina e isoniazida), com bons resultados na acurácia, iniciada interface com a indústria para produção de kits e posterior avaliação no SUS.
Foram também alvissareiros a identificação de marcadores imunogenéticos e inflamatórios preditivos de infecção e recidiva da TB. Em setembro 2012, foi iniciada interação com Fiocruz-Tecpar/Parana (INCT) para desenvolvimento conjunto de testes moleculares e marcadores imunogenéticos por meio de plataformas. Entre os testes fenotípicos, foi desenvolvida uma membrana de filtro de amostras clínicas que possibilita aumento do rendimento diagnóstico similar à cultura. O protótipo, em sua 4ª versão, já foi testado em Manaus e em Vitória. Sua avaliação está prevista em outros estados para o início de 2014. Foi iniciada parceria da UFMG e FURGS com a Plastlabor para produção de kit comercial de meio de cultura com nitratase e com a empresa Orange Life para desenvolvimento de teste POINT OF CARE, sorológico para detectar antígeno MTP64 associado ao smart reader.